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Preciso ter faculdade para ser corretor de seguros? Veja as exigências

Escrito por Daniel Neves · CEO da Avantar

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Preciso ter faculdade para ser corretor de seguros? Veja as exigências Não é necessário ter faculdade para ser corretor de seguros no Brasil. O requisito legal mínimo de escolaridade é o ensino médio completo, acompanhado da aprovação no curso ou exame de habilitação técnica e do registro ativo na SUSEP. Estou compartilhando este conteúdo do Portal Avantar sobre carreira em seguros. Vale a leitura para quem tem essa dúvida. Leia aqui: https://blog.avantar.com.br/artigos/preciso-ter-faculdade-para-ser-corretor-de-seguros-veja-as-exigencias?utm_source=instagram&utm_medium=social&utm_campaign=compartilhamento_leitor&utm_content=feed #corretordeseguros #carreira #avantar #portalavantar

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Preciso ter faculdade para ser corretor de seguros? Veja as exigências

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Atualizado em Publicado em · 8 min de leitura

Não é necessário ter faculdade para ser corretor de seguros no Brasil. O requisito legal mínimo de escolaridade é o ensino médio completo, acompanhado da aprovação no curso ou exame de habilitação técnica e do registro ativo na SUSEP.

Não é necessário ter faculdade para ser corretor de seguros no Brasil. O requisito mínimo de escolaridade fixado pela legislação brasileira é o Ensino Médio completo. Para atuar legalmente comercializando apólices, você precisa cumprir os requisitos básicos de elegibilidade, ser aprovado em um curso ou exame de habilitação técnica credenciado e solicitar o seu registro profissional na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Apesar de a graduação universitária não ser uma exigência da lei, o mercado de seguros exige qualificação técnica específica para a gestão de riscos e atendimento aos clientes. Entender como funcionam esses requisitos é fundamental para quem deseja investir no setor, seja trabalhando como corretor autônomo ou abrindo uma unidade franqueada.

Quais são os requisitos legais para ser corretor de seguros?

Os requisitos para a atuação como corretor de seguros são definidos pela Lei nº 4.594/1964 e regulamentados pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) em conjunto com a SUSEP.

Para solicitar a habilitação profissional de pessoa física, você deve preencher as seguintes condições obrigatórias:

  • Maioridade civil: ter 18 anos completos (ou ser emancipado na forma da lei);
  • Escolaridade: possuir certificado de conclusão do Ensino Médio expedido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC);
  • Direitos civis: estar em pleno gozo dos seus direitos civis e políticos (sem impedimentos legais ou condenações que vedem o exercício da profissão);
  • Quitação eleitoral e militar: estar em dia com as obrigações com a Justiça Eleitoral e com o serviço militar (para homens).

Cumpridos esses pontos, o candidato atende à elegibilidade inicial para iniciar a sua formação técnica no setor.

O que é exigido na prática além do diploma de ensino médio?

Apenas o diploma de ensino médio não concede o direito de assinar propostas de seguros. A legislação brasileira determina que a intermediação de apólices é uma atividade regulada. Por isso, você precisa comprovar conhecimento técnico por meio de entidades formadoras credenciadas.

1. Habilitação técnica profissional

O candidato deve passar pelo Curso para Habilitação de Corretores de Seguros (CHCS) ou ser aprovado diretamente no Exame de Habilitação Técnica. As duas principais instituições credenciadas pela SUSEP para ministrar essa formação e aplicar as avaliações são:

  • Escola de Negócios e Seguros (ENS): antiga Funenseg, é a instituição histórica e principal responsável pela formação de corretores no país;
  • Fundação Getúlio Vargas (FGV): também credenciada para aplicação de exames e formações específicas.

De acordo com dados da ENS, o curso completo de habilitação possui carga horária superior a 400 horas de aulas, distribuídas em cerca de 24 disciplinas técnicas durante um período de 7 a 9 meses. A grade curricular abrange temas como Direito e Legislação, Gerenciamento de Riscos, Matemática Financeira, Seguros de Danos (automóvel, patrimonial) e Seguros de Pessoas (vida, previdência e saúde).

O processo de habilitação pode ser fracionado por módulos de atuação (Capitalização, Vida e Previdência, e Demais Ramos). Para entender em detalhes a duração total do processo de formação, leia nosso guia sobre quanto tempo leva para se tornar um corretor de seguros.

2. Emissão do registro na SUSEP

Após a aprovação no exame e a emissão do certificado técnico pela instituição de ensino, o profissional deve solicitar o seu cadastro no Sistema de Registro de Corretores da SUSEP.

Atualmente, todo o procedimento de solicitação do registro é feito em meio digital. Uma exigência prática importante para acessar o sistema da autarquia é possuir uma Conta gov.br em Nível Ouro.

Se você quer conferir o passo a passo documental para solicitar o seu número de registro, acesse nosso artigo sobre como tirar o registro de corretor de seguros na SUSEP.

Qual é a escolaridade real dos corretores de seguros no Brasil?

Ainda que a graduação universitária não seja obrigatória por lei, a busca por qualificações acadêmicas é alta entre os profissionais que atuam no mercado segurador brasileiro.

Dados consolidados em 2026 pelo Painel de Corretores de Seguros da SUSEP mostram o perfil de escolaridade da categoria no país:

Nível de EscolaridadePercentual da Categoria
Ensino Superior Completo63,7%
Ensino Superior Incompleto17,8%
Ensino Médio Completo / Outros18,5%

Fonte: SUSEP (Painel de Corretores de Seguros, dados de 2026).

A estatística indica que mais de 80% dos profissionais registrados na autarquia cursaram ou concluíram uma faculdade. As graduações mais frequentes na área incluem Administração de Empresas, Direito, Economia, Marketing, Ciências Contábeis e Gestão Comercial.

A alta presença de graduados reflete a complexidade das negociações no setor corporativo e o desejo dos corretores em estruturar operações mais eficientes, gerenciar equipes e compreender contratos complexos. No entanto, do ponto de vista estritamente regulatório, o diploma universitário não confere privilégios na emissão do registro na SUSEP.

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Como está o mercado para novos corretores de seguros?

O mercado segurador brasileiro vive uma fase de expansão contínua, impulsionado pela diversificação de produtos como seguros de vida, ramos elementares, saúde e previdência privada.

Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o setor arrecadou R$ 764,5 bilhões em prêmios, contribuições de previdência e títulos de capitalização em 2025. Para 2026, a projeção da CNseg aponta para um crescimento de 5,7%, com a arrecadação anual podendo alcançar R$ 808 bilhões. Apenas no primeiro semestre de 2026, o setor movimentou R$ 207,1 bilhões em receitas.

O volume de indenizações, resgates e benefícios pagos à sociedade superou R$ 85 bilhões nos primeiros meses de 2026 (CNseg), evidenciando o papel relevante do setor na proteção financeira de famílias e empresas.

De acordo com o Painel de Inteligência da SUSEP (dados de agosto de 2026), o Brasil conta com 165.225 registros ativos de corretagem:

  • Pessoas Físicas (PF): 88.236 profissionais registrados;
  • Pessoas Jurídicas (PJ): 76.989 empresas corretoras ativas.

A concentração geográfica de profissionais reflete os polos econômicos do país. O estado de São Paulo lidera com 63.579 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (15.560) e Minas Gerais (13.946).

Para avaliar as perspectivas financeiras e modelos de remuneração da profissão, consulte nossa análise sobre quanto ganha um corretor de seguros no Brasil.

Vale a pena fazer faculdade se eu quiser empreender no setor?

A escolha entre cursar uma faculdade ou focar na qualificação técnica direta depende dos seus objetivos de carreira e do modelo de negócio que deseja adotar.

Quando focar apenas na habilitação técnica

Se o seu objetivo imediato é começar a trabalhar na intermediação de produtos de seguros, obter a carteira da SUSEP via ENS ou FGV é o caminho mais rápido. Em menos de um ano, você ganha autorização legal para operar. Para quem busca entrar rapidamente no mercado ou atuar na venda direta de carteiras tradicionais (como seguro auto e residencial), a formação técnica supre as necessidades operacionais diárias.

Quando a faculdade faz diferença

A graduação universitária torna-se um diferencial competitivo quando você busca atender clientes corporativos de grande porte (seguros garantias, riscos operacionais, responsabilidade civil) ou quando planeja gerenciar uma estrutura empresarial complexa. Cursos nas áreas de finanças, administração e marketing oferecem repertório para análise de balanços, gestão financeira de médio prazo e estratégias comerciais avançadas.

O modelo de franquias como alternativa de aceleração

Para quem deseja empreender no mercado de seguros sem passar por anos de graduação em gestão de negócios, o modelo de franquia de seguros surge como uma alternativa estruturada.

Na franquia, o investidor recebe suporte operacional, treinamento comercial, plataformas de tecnologia e acesso a parcerias com as principais seguradoras do país. Além disso, dependendo do modelo da franqueadora, não é obrigatório ter o registro individual na SUSEP no primeiro momento para abrir a unidade empresarial, desde que a franquia atue respaldada pela estrutura técnica da rede.

Para entender os requisitos operacionais para abrir uma unidade, leia nosso artigo comparativo sobre quais os requisitos para abrir uma franquia de seguros.

Quais são as alternativas para quem deseja ingressar no setor?

Existem dois caminhos principais para entrar no mercado de seguros: atuar de forma autônoma como pessoa física ou montar uma estrutura empresarial corporativa.

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                    │ DESEJA ENTRAR NO MERCADO DE SEGUROS?     │
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      │     CAMINHO AUTÔNOMO      │              │    CAMINHO EMPRESARIAL    │
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                    │                                          │
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        │ Exige aprovação ENS   │                  │ Atuação via Franquia   │
        │ e Registro SUSEP PF   │                  │ ou Corretora PJ       │
        └───────────────────────┘                  └───────────────────────┘

Abaixo, comparamos as exigências e características das opções de atuação:

Requisito / CaracterísticaCorretor Autônomo (PF)Corretora Própria (PJ do Zero)Franquia de Seguros
Escolaridade MínimaEnsino Médio CompletoEnsino Médio CompletoEnsino Médio Completo
Exigência de SUSEP PrópriaSim (Obrigatória)Sim (Responsável Técnico PJ)Depende do modelo da rede
Necessidade de FaculdadeNãoNãoNão
Foco da AtuaçãoVendas e atendimento diretoGestão total + VendasVendas e gestão local com suporte
Sistemas e TecnologiaContratação individualContratação individualFornecidos pela franqueadora

Conforme detalhado na tabela, nenhuma das vias de acesso ao mercado exige diploma de graduação universitária. O fator decisivo para o sucesso na profissão é a capacidade de prospecção de clientes, o domínio técnico dos produtos oferecidos pelas seguradoras e a disciplina na gestão do negócio.

Perguntas frequentes

Qual a escolaridade mínima para tirar a SUSEP de corretor?

A escolaridade mínima exigida pela Lei nº 4.594/1964 e pela SUSEP é o Ensino Médio completo. Não é necessário ter diploma de graduação para prestar o exame de habilitação.

Quem tem faculdade precisa fazer o curso da ENS?

Sim. Mesmo quem já possui diploma universitário (seja em Direito, Administração ou Economia) precisa realizar o curso ou ser aprovado no exame de habilitação técnica para obter o registro profissional na SUSEP.

Quanto tempo dura a formação para virar corretor de seguros?

O Curso para Habilitação de Corretores de Seguros (CHCS) ministrado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) dura entre 7 e 9 meses, somando mais de 400 horas de aulas teóricas e práticas.

Quem tem nome sujo ou restrição financeira pode tirar a SUSEP?

A legislação exige que o profissional esteja em pleno gozo dos direitos civis. Restrições cadastrais simples (como inclusão no SPC ou Serasa) geralmente não impedem o registro de pessoa física na SUSEP, mas é preciso estar regular com as obrigações eleitorais e fiscais.

Posso abrir uma franquia de seguros sem ter o registro de corretor?

Sim. Em modelos de franquia, o investidor ou franqueado pode atuar na gestão comercial e operacional da unidade, enquanto a corretora franqueadora entra como a estipulante ou responsável técnica devidamente registrada na SUSEP.